A festa de encerramento do programa celebrou seis meses de capacitação, empreendedorismo e fortalecimento da economia criativa liderada por mulheres, reunindo as artesãs formadas.

No último sábado (11), quem passou pela Rua Professor Flaviano de Melo, localizada no centro de Mogi das Cruzes, pôde observar o resultado da colaboração entre mulheres que buscam crescimento profissional e econômico. O evento contou com a apresentação da DJ SENSITAI e um show da cantora e compositora Sté Oliveira, marcando o fim do Projeto Feiras de Artesanato Tradicional e Capacitação Profissional para Mulheres da Região do Alto Tietê.

Esse projeto foi viabilizado através do Termo de Execução Cultural nº 891/2025, dentro do Edital Fomento CultSP – PNAB nº 17/2024 – que promove o fortalecimento das práticas artesanais. A iniciativa é parte do programa da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, contando com recursos provenientes da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB).

As atividades começaram em janeiro deste ano, quando foram abertas as inscrições para os cursos oferecidos. Trinta artesãs da região foram selecionadas para participar de diversas oficinas que abordaram temas como formalização como Microempreendedor Individual (MEI), educação financeira para mulheres empreendedoras, uso de mídias sociais para vendas online via Instagram e WhatsApp, além de produção de vídeos para Reels com celulares, fotografia com smartphone, criação de identidade visual no Canva e aplicação do ChatGPT no empreendedorismo criativo.

Nataly Santos, uma das idealizadoras do projeto, compartilha: “A Ciranda começou como um sonho voltado à criação de um espaço onde mulheres pudessem se reunir, aprender e redescobrir a força do trabalho coletivo. Este projeto se tornou parte importante da minha trajetória pessoal e visão sobre cultura e transformação social. Apesar dos desafios enfrentados ao longo desse percurso, cada oficina realizada e cada feira organizada demonstraram que todo esforço valeu a pena.”

Durante os seis meses do programa, cada participante teve acesso a mentorias individuais. Foram realizados 12 encontros online personalizados para cada artesã, totalizando 360 sessões de mentoria. As participantes também puderam aplicar os conhecimentos adquiridos em três feiras de artesanato. Nas duas primeiras edições, as expositoras revezaram-se entre si. A Feira de Encerramento reuniu todas as artesãs formadas pelo programa. Elas ainda receberam uma ajuda financeira para facilitar sua participação nos eventos.

Cerca de 55 mulheres foram diretamente beneficiadas por esta iniciativa, incluindo as próprias artesãs e membros da equipe técnica, mentoras e assistentes das oficinas. O projeto fortaleceu a economia criativa e o empreendedorismo feminino na região.

“A maior recompensa desse processo foi ver as artesãs alcançando autonomia financeira e elevando sua autoestima. A Ciranda também me transformou como produtora cultural; aprendi a lidar com novas responsabilidades e percebi que construir redes solidárias é vital. O apoio financeiro recebido possibilitou ampliar nosso impacto ao oferecer formação e visibilidade às mulheres do Alto Tietê”, celebra Nataly. Ela reforça ainda a importância do coletivo feminino: “Quando nos unimos, conseguimos criar oportunidades que mudam vidas.”

“A Ciranda não termina aqui; ela permanece viva nas histórias contadas, nas conexões feitas e na certeza de que continuamos espalhando autonomia e esperança para muitas outras mulheres”, finaliza.

Ana Paula do Amaral, outra idealizadora do projeto, expressa sua satisfação com os resultados: “A avaliação é extremamente positiva. As 30 mulheres beneficiárias ampliaram seus conhecimentos e conseguiram aplicar o aprendizado nas feiras. Para algumas participantes, a última feira funcionou como uma espécie de ‘TCC’, mesclando formação teórica com experiência prática.” Ela destaca ainda o fortalecimento técnico da equipe composta exclusivamente por mulheres: “Conseguimos cumprir nossas metas com qualidade, superar desafios e comprovar nossa capacidade operacional.” Ana Paula ressalta também a demanda crescente no Alto Tietê por ações voltadas à formação feminina: “Os recursos públicos foram essenciais para transformar nossas experiências em ações concretas.”

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