Na noite de quarta-feira (23), um edifício desmoronou no Morro do Cantagalo, localizado entre os bairros de Copacabana e Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Apesar da gravidade do incidente e da proximidade com outras construções, não houve registros de feridos, conforme informações fornecidas pelo Corpo de Bombeiros e pela Prefeitura. (Confira os vídeos abaixo)
A estrutura que colapsou estava situada na Rua Saint Roman, número 15, acessando as comunidades do Cantagalo e Pavão-Pavãozinho. Nos registros operacionais, a Estrada do Cantagalo, nas proximidades do número 500, também foi utilizada como referência pelas equipes.
Imagens capturadas por moradores mostram a edificação desabando em questão de segundos, gerando uma nuvem de poeira que cobriu a área enquanto as pessoas se apressavam para se afastar. Após o colapso, uma quantidade significativa de entulho ficou acumulada ao lado dos imóveis vizinhos.
Buscas realizadas pelos bombeiros com auxílio de cães
Os bombeiros do Quartel de Copacabana iniciaram uma busca preliminar para averiguar se havia alguém preso sob os escombros. A operação contou com o Grupamento de Busca e Resgate com Cães, que envolveu três duplas formadas por bombeiros e cães farejadores, além da participação do Grupo de Operações Especiais.
As buscas não resultaram na localização de vítimas. Informações divulgadas após a operação indicaram que o prédio estava desocupado no momento em que ocorreu o desabamento.
Por precaução, moradores das edificações adjacentes foram evacuados enquanto as autoridades avaliavam a segurança do local.
Interdição preventiva de sete edificações
Uma nova inspeção realizada durante a madrugada desta quinta-feira (24) resultou na interdição preventiva de sete imóveis próximos ao local do desabamento.
Essas construções permanecerão isoladas até que o entulho seja removido pela Secretaria Municipal de Conservação e uma nova avaliação confirme a segurança para o retorno dos moradores.
A empresa Light também foi acionada para remover conexões elétricas irregulares que abasteciam o edifício.
Os residentes ou pessoas que circulam pela região devem respeitar as áreas interditadas e evitar entrar nos imóveis bloqueados para recuperar pertences até que a Defesa Civil autorize essa ação. A movimentação dos escombros pode afetar a estabilidade das estruturas ainda em avaliação.
Imóvel tinha interdição desde o início do mês
Conforme informado pelo prefeito Eduardo Cavaliere, o edifício era considerado irregular e estava sob interdição desde 3 de setembro, em decorrência de denúncias feitas por moradores da comunidade.
A Secretaria Municipal de Conservação já havia iniciado um processo de escoramento e demolição gradual da estrutura devido ao risco iminente de queda.
“Quero enfatizar: não houve vítimas. O prédio já estava interditado desde 3 de setembro”, destacou Cavaliere após visitar a área durante a madrugada.
O prefeito também alertou sobre os riscos representados por construções que recebem novos andares sem supervisão técnica adequada, especialmente durante períodos prolongados de chuvas intensas.
Ainda não foi divulgado pela Prefeitura um laudo técnico determinando a causa exata do colapso. Embora a construção fosse irregular e estivesse em processo de demolição em meio à chuva intensa no Rio, a responsabilidade pelo desabamento ainda não pode ser atribuída oficialmente a um único fator.
Denúncias dos moradores precederam a interdição
Os residentes já expressavam preocupação quanto às condições estruturais do prédio. As reclamações levaram à inspeção que resultou na interdição e subsequente início da demolição antes do colapso acontecer.
Esse caso ressalta a importância da comunicação imediata sobre sinais preocupantes como fissuras crescentes, paredes inclinadas, estalos audíveis, queda de revestimentos ou exposição de ferragens em construções novas sem supervisão técnica aparente.
No Rio, situações que possam representar risco estrutural devem ser comunicadas à Defesa Civil pelo telefone 199. Em casos emergenciais com potencial para vítimas ou risco iminente de desabamento, é necessário contatar o Corpo de Bombeiros pelo número 193.
É igualmente crucial manter os acessos às comunidades desobstruídos. De acordo com representantes locais dos moradores, motocicletas estacionadas nas proximidades dificultaram o acesso dos veículos de emergência após o incidente.
Equipes da Defesa Civil Municipal, Corpo de Bombeiros, Subprefeitura da Zona Sul e Secretaria Municipal de Conservação continuam monitorando a situação e auxiliando na remoção dos escombros.
