A administração municipal do Rio de Janeiro decidiu desapropriar 18 propriedades relacionadas a empresas de ônibus, visando a construção de novas garagens para esse sistema de transporte. Essa iniciativa envolve locais que ainda estão operando e reacende as discussões sobre a qualidade do transporte coletivo na capital fluminense.

Um decreto oficializando essa decisão foi divulgado no Diário Oficial do Município nesta terça-feira (7). Além dos imóveis relacionados às garagens, o documento também menciona um espaço onde funciona uma oficina mecânica destinada a ônibus. A intenção da prefeitura é assegurar a infraestrutura necessária para manter a operação eficiente do sistema.

Prefeitura do Rio desapropria 18 imóveis ligados a empresas de ônibus

A prefeitura esclarece que essas desapropriações visam à criação de novas garagens de ônibus, além de garantir uma base operacional fundamental para o transporte público no município.

Os imóveis afetados estão situados em bairros das Zonas Norte e Oeste do Rio, abrangendo tanto propriedades que já foram desativadas quanto aquelas que continuam em funcionamento. A medida já está em vigor, mas até o momento, detalhes sobre como serão ocupados os imóveis desapropriados não foram fornecidos pela prefeitura.

Empresas que operam linhas municipais estão entre as atingidas

No decreto, constam garagens de empresas responsáveis por uma parte considerável das linhas municipais, como a Braso Lisboa e a Transportes Campo Grande.

Viações citadas no decreto

  • Braso Lisboa
  • Transportes Campo Grande
  • Pavunense
  • Viação Novacap
  • Auto Viação Jabour

A lista também inclui um local que abriga uma oficina mecânica para ônibus, ampliando assim o escopo da ação voltada para a infraestrutura do setor.

Imóveis de empresas que já não operam também foram incluídos

A medida abrange ainda propriedades de viações que não estão mais ativas na cidade. Dessa forma, destaca-se a garagem das Viações Real e Vila Isabel, interditada pela própria prefeitura no mês de janeiro.

A justificativa apresentada pela administração se fundamenta na legislação municipal que considera as garagens de ônibus como estruturas essenciais e estratégicas para o funcionamento adequado do sistema de transporte coletivo.

Ação semelhante já havia atingido outros 25 terrenos

A nova etapa de desapropriações ocorre após uma ação similar realizada em fevereiro, quando outros 25 terrenos foram declarados de utilidade pública em localidades como Bangu, Realengo, e Ilha do Governador.

Dessa maneira, a prefeitura expande sua atuação sobre áreas consideradas estratégicas para a operação das empresas e para a reestruturação da infraestrutura do sistema de ônibus na cidade.

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