A estação das barcas da Praça XV, no Centro do Rio, pode passar a se chamar Estação Praça XV de Novembro – Sílvio Santos. A mudança, aprovada em discussão única, reacende uma parte pouco conhecida da trajetória do apresentador ligada à travessia Rio–Niterói.
Estação das barcas da Praça XV pode receber novo nome
A proposta prevê a alteração da denominação do terminal aquaviário da Praça XV, no Centro do Rio, para Estação Praça XV de Novembro – Sílvio Santos. A homenagem mira o comunicador e empresário, que morreu em 2024, aos 93 anos.
De acordo com a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), o objetivo é reconhecer a ligação do apresentador com a cidade do Rio, onde ele nasceu e iniciou a trajetória profissional.
Aprovação na Alerj e próximos passos
A medida foi aprovada em discussão única nesta quinta-feira (05). No entanto, como o texto recebeu emendas durante a tramitação, ele ainda poderá passar por ajustes antes de seguir para análise do Poder Executivo.
Rosenverg Reis (MDB) assina a proposta
A iniciativa é de autoria do deputado Rosenverg Reis (MDB), segundo a Alerj.
Barcas Rio–Niterói: onde a história teria começado
Segundo o autor da proposta, a homenagem também remete a um episódio marcante: ainda jovem e atuando como locutor de rádio, Sílvio Santos teria vivido uma das primeiras experiências de interação com o público justamente nas barcas Rio–Niterói.
Na época, ele teria usado alto-falantes para animar a viagem dos passageiros. Durante o trajeto, fazia anúncios, brincadeiras e também vendia produtos — um contato direto com o público que ajudou a moldar sua comunicação.
Relação com o Rio e passagem por Niterói
Sílvio Santos nasceu em 12 de dezembro de 1930, na Lapa, região central do Rio. Ele era o primogênito de seis filhos de Alberto e Rebecca Abravanel, imigrantes judeus originários do Império Otomano.
Na juventude, trabalhou como camelô na Rua do Ouvidor, no Centro, vendendo principalmente canetas. Sua voz chamou atenção e o levou a testes para a Rádio Guanabara, onde foi aprovado em primeiro lugar.
Durante o serviço militar, atuou na Escola de Paraquedistas, em Deodoro, na Zona Oeste. Nesse período, passou a colaborar voluntariamente com a Rádio Mauá, em Niterói, onde apresentava programas ao lado de outros locutores.
Trajetória na comunicação e no empreendedorismo
Após deixar o Exército, Sílvio Santos seguiu atuando como ambulante e no rádio, passando por emissoras como a Rádio Tupi e a Rádio Continental, populares no fim da década de 1940.
Com o tempo, consolidou carreira na televisão: apresentou programas em canais como TV Tupi, TV Globo e Record, até fundar, em 1981, o SBT (Sistema Brasileiro de Televisão).
Além disso, em 1958, adquiriu o Baú da Felicidade, criado pelo radialista Manoel de Nóbrega, baseado na venda de carnês mensais que garantiam aos clientes uma caixa de brinquedos no fim do ano.
