Na manhã desta segunda-feira (22/6), em Belo Horizonte, Jussara Maria Rodrigues da Cruz, de 59 anos, foi assassinada e decapitada pelo filho de 27 anos no bairro Ermelinda. A informação foi divulgada pela Rádio Itatiaia.

A polícia foi acionada por vizinhos que ouviram uma discussão intensa entre a mãe e o filho dentro do apartamento onde residiam. Ao chegarem ao local, os policiais enfrentaram dificuldades para acessar o imóvel e precisaram forçar a entrada.

Conforme relatado pelo sargento Ellys, o jovem admitiu o crime logo após a chegada dos agentes. “Ele não queria abrir a porta. Tivemos que arrombá-la, mas ele não ofereceu resistência à prisão e confessou ter matado a própria mãe”. O autor do homicídio foi detido e levado ao Hospital Odilon Behrens.

O rapaz apresentava um diagnóstico de esquizofrenia e havia conflitos com a mãe relacionados à posse do apartamento.

“Vizinhos relataram que ele já vinha brigando com a mãe por causa do apartamento. Ele não aceitava que ela morasse lá e as discussões estavam se intensificando, especialmente porque ele morava em Portugal”, disse o sargento.

De acordo com o irmão de Jussara, há cerca de duas semanas, já havia ocorrido um episódio de agressividade por parte do filho. Na ocasião, ele revirou a casa e trancou a mãe do lado de fora durante uma noite fria.

Ele tentou chamar a polícia, mas foi impedido pela irmã, que tentava proteger o filho. “Quando eu estava ligando para o 190, ela tomou meu celular. Assim que ela se sentiu segura com a chegada da polícia, logo começou a sentir compaixão pelo garoto”, relatou.

Segundo o irmão, essa atitude evidenciava o amor incondicional que Jussara nutria pelos filhos. “Se ela errou ao tomar meu celular naquela situação, fez isso tentando fazer o melhor”, comentou.

Ainda segundo informações do tio, o suposto quadro de esquizofrenia do jovem teve início após um período em que ele viveu em Portugal com o pai.

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