A decisão judicial permitiu que as provas obtidas na Operação Baest, conduzida pela Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), fossem compartilhadas com a Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro.

O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) solicitou a autorização para o compartilhamento das provas, que foi deferida pelo Juízo Criminal e os materiais já foram enviados à PF.

Segundo o MPES, as provas podem estar relacionadas a investigações em andamento pela Polícia Federal no Rio de Janeiro.

O compartilhamento dessas evidências não está relacionado ao escopo da Operação Baest e surgiram de forma fortuita. Durante as investigações da operação, foram encontradas possíveis provas de outro crime, que agora foram compartilhadas com a PF.

O Ministério Público esclareceu que nenhum dos investigados possui foro privilegiado por prerrogativa de função, como presidentes, ministros, governadores ou parlamentares.

Operação Baest investiga

A Operação Baest, que foi realizada em diversos estados como Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, resultou no bloqueio de mais de R$ 100 milhões em bens de pessoas envolvidas em um esquema de lavagem de dinheiro, organização criminosa e tráfico de drogas.

No Espírito Santo, a operação concentrou-se em cidades como Vitória, Vila Velha, Serra e Guarapari, e teve como alvos empresários, uma advogada e um coronel da reserva da Polícia Militar. Ao todo, são 20 investigados.

De acordo com a Polícia Civil, os investigados estavam envolvidos na lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando de Vitória (PCV). Em 14 de maio de 2025, foram apreendidos 12 veículos de luxo, cinco armas de fogo, nove imóveis, joias, obras de arte, criptomoedas e garrafas de vinho.