Uma operação da Polícia Civil revelou a estrutura de um bunker do tráfico de drogas no Centro do Rio de Janeiro nesta semana. O local, segundo as investigações, funcionava como ponto de venda de entorpecentes e foi fechado durante ação que terminou com três homens presos em flagrante.

De acordo com a Polícia Civil, o imóvel estava adaptado para dificultar o acesso de agentes e permitir o monitoramento da movimentação externa.

Como funcionava o bunker do tráfico no Centro do Rio

Segundo a Polícia Civil, o espaço localizado na rua General Caldwell, no Centro da capital, apresentava características típicas de um ponto estruturado para o tráfico.

Entre os elementos identificados, estavam:

  • Porta de aço reforçada
  • Estrutura interna adaptada para esconder drogas
  • Sistema de observação da área externa
  • Organização voltada à venda direta de entorpecentes

De acordo com os agentes, a estrutura permitia controle do acesso e maior proteção aos suspeitos.

Três homens foram presos durante a operação

Durante a ação, três homens foram detidos em flagrante. São eles:

  • Rodrigo Silva Gomes, de 22 anos
  • Jailson Lima Bezerra, de 36 anos
  • Andrei Alexandre da Costa Jesus, de 20 anos

As defesas dos presos citados ainda não se manifestaram. Em caso de manifestação, a matéria será atualizada.

Segundo a Polícia Civil, eles atuavam em funções como vigilância e comercialização de drogas no local. Material entorpecente também foi apreendido.

Após os procedimentos, os suspeitos foram encaminhados ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça.

Investigação aponta ligação com foragido

As investigações indicam que o ponto de venda estaria ligado a Anderson Venâncio Nobre de Souza, conhecido como “Piu” ou “Português”.

De acordo com a Polícia Civil, ele é considerado foragido de uma operação anterior. A corporação também apura possível relação do bunker com a distribuição de drogas em outras áreas do Centro do Rio.

Polícia investiga ocupação irregular no imóvel

Além do uso para o tráfico, o local também levanta suspeitas sobre ocupação irregular.

Segundo os agentes, há indícios de construção de unidades habitacionais sem identificação de responsáveis, o que será apurado no decorrer das investigações.