• Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) iniciaram uma greve nesta quarta-feira (25) em busca do pagamento de recomposição salarial, retorno dos triênios e recomposição orçamentária da instituição, segundo decisão da Associação dos Docentes da Uerj (Aduerj).
  • A greve, a primeira em uma década, foi definida em assembleia da Aduerj e tem como principais demandas o pagamento de duas parcelas da recomposição salarial acordada em 2021, o retorno dos triênios com impacto no salário total e a recomposição do orçamento da universidade.
  • O presidente da Aduerj, Gregory Magalhães, explicou que a Lei da Dedicação Exclusiva da Uerj, implementada em 2018, resultou na perda de uma parte dos benefícios dos professores. Ele ressaltou que os benefícios passaram a incidir apenas sobre o salário-base, resultando em uma diminuição significativa dos ganhos dos docentes.
  • Em 2021, duas leis afetaram os docentes, uma extinguindo os triênios e outra parcelando o pagamento da recomposição salarial referente aos IPCAs dos anos de 2017 e 2021 em três vezes. Magalhães destacou a falta de diálogo com o governo do estado nos últimos cinco anos, sem sucesso em negociar melhores condições de trabalho.
  • Em comunicado, a reitoria da Uerj afirmou que segue em busca de diálogo com diversos setores para encontrar soluções que garantam o pleno funcionamento da universidade. Já o governo do estado ressaltou, também por meio de nota, que está trabalhando para implementar políticas de valorização do funcionalismo, considerando as dificuldades financeiras enfrentadas pelo estado no Regime de Recuperação Fiscal.